sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dica De Restaurante: Mocotó (Por Jorge Amary)






Mais uma participação no blog, dessa vez é do meu amigo Jorge Amary, que além de namorar uma super amiga minha, a Roberta, é apaixonado por vinhos e gastronomia e entende muito sobre esses assuntos. Por isso pedi a ele que escrevesse sobre um restaurante que fomos no final do ano: o Mocotó.

Confiram:


Restaurante Mocotó , passeio e  gastronomia diferentes!

Uma agradável surpresa gastronômica na Vila Medeiros, este é o premiado Mocotó , um restaurante de raízes na região , que apesar do já renomado chef e dos inúmeros prêmios , não perdeu a simplicidade nem sua origem de comida regional brasileira com um forte viés Nordestino.

O Mocotó é uma caso à parte no circuito gastronômico paulistano. longe do agito dos Jardins e Itaim  situa-se na Vila Medeiros, zona Norte da cidade. Sem dúvida a melhor opção para chegar é o Metrô , linha azul: Vá até a estação final, Tucuruvi, de lá pegue um taxi, pois qualquer motorista do ponto conhece bem o local, a corrida custa entre 10 e 15 reais. Para voltar também sem grandes problemas o movimento do restaurante garante o fluxo de taxis constante, senão basta pedir que eles chamam.

Para ir de carro , existem vários caminhos, porém é longe , têm trânsito como qualquer local da cidade hoje em dia, e como a casa além da cerveja gelada, é conhecida por sua carta de cachaças, insisto no taxi.

Apesar de guardar distância das habituais badalações da cidade, não se iludam, a fila é imensa. Aos sábados e domingos , quem não quiser ficar na espera, sem exageros, chegue antes das 12hs. Entre 12:00 e 12:30 já terá com certeza (e principalmente se a mesa for mais do que 4 pessoas) uma hora de espera, depois disso não é raro encontrar pessoas que ficaram até 3 horas esperando.

Bom se for o caso, relaxe, e curta a espera , com uma boa cerveja gelada e petiscos como o imperdível dadinho de tapioca e os chips de mandioquinha. Um outro ponto forte da casa são as caipirinhas. Recomendo a verão , à base de tangerina, cajá e manjericão. O local de espera não é muito amplo, tem umas mesinhas de canto na calçada , algumas cadeiras e um pequeno toldo, em dias de sol se for chegar tarde , convém um protetor, pois não cabem todos à sombra. Na parte interna, a área reservada à espera é igualmente pequena. Assim para os que não têm paciência, chegar cedo é fundamental.
Dadinho de tapioca


Os aperitivos e porções são um ponto forte da casa, além dos já mencionados acima na espera, não percam o torresmo, por unidade, e o queijo coalho com melaço. Lembrando que de segunada à sexta, cada dia um petisco diferente.

No cardápio se destacam além dos pratos do dia (no Domingo a tradicional paleta de cordeiro), o famoso caldo de mocotó, único e cuja receita já fez seus 30 anos de idade; o imperdível baião de dois e os escondidinhos. Para quem gosta do mais tradicional do Nordeste, tem a dobradinha e o atolado de bode. Uma outra deliciosa e diferente sugestão, as asinhas de pintado. Ao final os incríveis doces, com destaque para o pudim de tapioca, ou para quem gosta de experimentar mais de um , a degustação de 4 tipos de doces artesanais.

Cachaças da casa!


Para beber, a casa dispõe de um cardápio bem modesto de vinhos e todos nacionais, mas o forte mesmo são as cachaças. A carta dispõe de mas de 500 marcas e vai aqui minha recomendação: Weber Hauss – Reserva especial, do Rio grande do sul. Um ótimo digestivo para fechar com chave de ouro , até porque é a cor da cachaça. Sem falar que a cerveja além das tradicionais do dia à dia, tipo Original, existem diversas para harmonizar com os pratos.

Michela e Chef Rodrigo


O Mocotó é sem dúvida um programa diferente e uma excelente experiência da cozinha regional brasileira, ficam aqui os parabéns ao Chef Rodrigo. Não deixem de ir, pois vale a travessia.



Super obrigada Jojô!

Bjos a todos

Nenhum comentário:

Postar um comentário